Desafios do tratamento no combate ao câncer no pós-pandemia!

Desafios do tratamento no combate ao câncer no pós-pandemia!

Nos últimos dois anos, a pandemia do novo coronavírus impôs uma série de dificuldades em vários âmbitos de nossas vidas. O tratamento oncológico, por exemplo, foi afetado diretamente com o atraso de milhares de diagnósticos. Além disso, a interrupção no acompanhamento dos pacientes e a pausa de diversos estudos clínicos sobre o câncer causaram diversos prejuízos.

Diante dos desafios no combate ao câncer durante a pandemia, a ciência precisa continuar na busca por novos avanços tecnológicos, e novas alternativas terapêuticas para o controle de tumores mais agressivos; aqueles que possuem menos chances de remissão e menor taxa de sobrevida.

Apesar do retrocesso, com o veto presidencial que barrou o projeto de lei que tornaria obrigatória a cobertura dos planos de saúde para a quimioterapia oral administrada em casa, também houveram vitórias valiosas para a luta contra o câncer. Uma delas foi a incorporação da imunoterapia aos pacientes com melanoma na rede pública em 2020.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Oncologia também conseguiu incorporar o uso de medicamentos inbidores de CDK (abemaciclibe, palbociclibe e ribocicilibe) ao SUS para pacientes com câncer de mama metastático. Com isso, abre-se um novo caminho para que a rede pública de saúde possa tratar, de forma mais efetiva e segura, pacientes que não respondem tão bem aos tratamentos convencionais.

Novas Pesquisas

Já em relação aos avanços científicos conquistados durante esse período, podemos destacar o uso da tecnologia RNA para a fabricação de vacinas contra o coronavírus. Após o seu notável sucesso contra o Covid-19, os cientistas esperam que as vacinas de mRNA produzam um resultado semelhante.

Inicialmente, criada para o desenvolvimento de terapias de RNA contra o câncer, essa tecnologia acabou sendo usada para o desenvolvimento de imunizantes contra a Covid-19. Com a produção de vacinas eficazes em tempo recorde, como as da BioNTech/Pfizer, um processo que antes poderia levar de 10 à 15 anos para ser concluído, conseguiu ser efetivado em menos de 12 meses.

Essas vacinas, consistem em um código genético criado em laboratório que levará à produção de proteínas, simulando a composição de células malignas e provocando, então, uma resposta do sistema imunológico contra as próprias células cancerígenas.

Como cada câncer apresenta uma característica específica, não teremos uma única vacina capaz de combater todos os tipos de câncer, e sim diferentes vacinas direcionada para cada tipo de vírus. Dessa forma, os tratamentos poderiam ser personalizados, com a análise do DNA de cada paciente e identificação de mutações e outras características das células cancerígenas.

As pesquisas com essa nova terapia ainda estão em andamento, mas a expectativa é que as vacinas de RNA possam estar no mercado dentro de dois a três anos. O objetivo principal é ajudar o organismo a reconhecer a célula do câncer como um inimigo, tratando a doença de forma mais eficaz e podendo evitar a recidiva após tratamentos anteriores.

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