O câncer de mama é uma doença que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, representando cerca de 25% dos casos de câncer diagnosticados anualmente. Mulheres que têm familiares que foram diagnosticadas com câncer de mama enfrentam um risco aumentado de desenvolver a doença. Nesse contexto, surge a pergunta: toda mulher com familiares que tiveram câncer de mama deve fazer teste genético?
Estatísticas da doença
Antes de abordarmos essa questão, é importante entendermos a magnitude do câncer de mama. Estatísticas revelam que, anualmente, cerca de 2,3 milhões de mulheres são diagnosticadas com câncer de mama ao redor do mundo, resultando em mais de 600 mil óbitos. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que serão diagnosticados aproximadamente 66 mil novos casos da doença em 2023. Esses números destacam a necessidade de estratégias de prevenção e diagnóstico precoce.
Indicações para realizar o teste genético
Nem todas as mulheres com familiares que tiveram câncer de mama precisam fazer o teste genético. É importante considerar as indicações específicas com base nos fatores de risco individuais. Identificar mutações genéticas hereditárias e avaliar o risco individual pode permitir um planejamento adequado para prevenção, detecção precoce e tratamento personalizado.
Mulheres que possuem familiares de primeiro grau (como mãe, pai, irmão ou filho) que tiveram câncer de mama, ovário, pâncreas, próstata ou melanoma têm maior risco de desenvolverem a doença e, portanto, possuem uma maior necessidade de realizar o teste genético. Além disso, é importante considerar se esses familiares apresentam alguma mutação genética hereditária e a idade em que foram diagnosticados com câncer. Essas informações são cruciais para a determinação do risco individual de uma mulher em desenvolver câncer de mama.
Além disso, é importante considerar se os familiares apresentam alguma mutação genética hereditária, como a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2. Essas mutações estão associadas a um maior risco de desenvolver câncer de mama e ovário. Portanto, se houver suspeita de uma mutação genética na família, o teste genético pode ser uma ferramenta valiosa para avaliar o risco individual.
O aconselhamento genético
É fundamental ressaltar que as mulheres que se enquadram nessas indicações devem procurar um médico geneticista para realizar o aconselhamento genético adequado. O papel do médico geneticista é crucial nesse processo, pois eles possuem expertise para interpretar os resultados do teste e fornecer informações precisas sobre o risco individual de desenvolver câncer de mama. Além disso, podem orientar sobre medidas preventivas, como exames de rastreamento mais frequentes, cirurgias preventivas ou o uso de terapias específicas.
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