O câncer de ovário costuma ser chamado de uma doença silenciosa. No entanto, isso não significa que ele nunca apresente sinais.
Em muitos casos, os sintomas existem, mas são vagos e facilmente confundidos com desconfortos digestivos, alterações hormonais ou situações comuns da rotina. O desafio, portanto, está em reconhecer quando algo deixou de ser pontual e passou a se repetir.
Quais sinais merecem atenção?
Entre os sintomas que podem precisar de investigação estão:
- inchaço abdominal persistente;
- dor ou desconforto na região pélvica;
- sensação de estômago cheio rapidamente;
- alterações no funcionamento do intestino;
- vontade frequente de urinar;
- mudanças no apetite.
Esses sintomas podem ter diferentes causas e, isoladamente, não significam que a pessoa tenha câncer. O ponto de atenção está na persistência, na repetição e na mudança do padrão habitual do corpo.
Por que o diagnóstico pode demorar?
Como os primeiros sinais podem parecer comuns, algumas mulheres convivem com eles por semanas ou meses antes de buscar avaliação.
O problema nem sempre é a ausência de sintomas, mas a normalização de alterações persistentes. Inchaço, dor pélvica ou mudanças intestinais não devem ser ignorados quando aparecem com frequência ou não apresentam uma explicação clara.
A oncologia também apresenta novas possibilidades
Além da atenção aos sinais e da investigação adequada, a oncologia tem avançado com terapias de manutenção e estudos clínicos voltados a perfis específicos de pacientes.
O CEON conta com estudo clínico aberto para câncer de ovário, trompas ou peritônio primário em cenário de manutenção. A possibilidade de participação depende dos critérios definidos pelo protocolo e de uma avaliação individual realizada pela equipe.
Persistiu? Investigue
Nem todo desconforto representa uma doença grave. Porém, sintomas recorrentes e sem causa clara não devem ser tratados como algo normal apenas porque parecem comuns.
Observar o próprio corpo e procurar orientação quando algo muda também faz parte do cuidado com a saúde.
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