Quando ouvimos a expressão “tumores ginecológicos”, normalmente lembramos dos cânceres de mama e colo do útero. Porém, o câncer de ovário é frequentemente esquecido, apesar de ser o tumor ginecológico mais letal . Isso ocorre pois esse tipo de câncer apresenta duas características marcantes que requerem total atenção das mulheres: não manifesta sintomas em estágio inicial e não há um exame específico para sua detecção precisa.
Até o momento, não existem exames específicos que possam identificar o câncer de ovário em estágio inicial. O exame Papanicolau, o mais conhecido dentre os exames ginecológicos, não é capaz de detectar o câncer de ovário, mas sim de prevenir o câncer de colo do útero e outras condições, por isso a importância de visitar o ginecologista anualmente. No demais, vários métodos para avaliar o risco de malignidade são empregados na prática clínica, contudo, ainda não há estudos que comprovem a eficácia de tais procedimentos.
Prevenção do câncer de ovário
Diante dessas dificuldades na detecção precoce, é fundamental que as mulheres conheçam o próprio corpo e busquem assistência médica prontamente ao apresentar sintomas relacionados à doença. Ao perceberem alterações como inchaço abdominal, prisão de ventre, sangramentos, dor lombar, sensação de bexiga cheia e mudanças nos hábitos intestinais, como dificuldade para evacuar, é importante questionar o médico sobre a possibilidade de câncer de ovário. Essa atitude pode levar o ginecologista a realizar uma investigação mais detalhada.
Além disso, é importante ter conhecimento sobre o seu histórico genético familiar, especialmente quando há registros de casos de câncer de ovário ou mama. Aproximadamente 10% a 15% dos casos de câncer de ovário estão ligados a alterações nos genes BRCA1 e BRCA2. Portanto, é essencial encaminhar todas as pacientes com diagnóstico de câncer de ovário para uma avaliação genética, a fim de testar a presença de modificações em genes específicos. Esse procedimento visa identificar pacientes com predisposição hereditária ao câncer, implementando medidas preventivas para os demais membros da família.
Caso o resultado indique esses tipos de mutações, um acompanhamento mais próximo pode ser indicado, com exames mais frequentes para detecção precoce de um possível tumor. Dessa forma, é possível determinar a necessidade de um tratamento. Em determinadas situações, considerando o alto risco de câncer de ovário, pode até ser recomendada a remoção preventiva dos ovários.
Conscientizar-se sobre o câncer de ovário e tomar medidas proativas são os primeiros passos para combater essa doença que representa uma ameaça significativa à saúde das mulheres. O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar as chances de um tratamento bem-sucedido. Assim, o papel das pacientes em conhecerem seus corpos e comunicarem sintomas suspeitos aos profissionais de saúde pode ser decisivo nesta luta!
Quer saber mais sobre o CEON+ e todas as atualizações sobre a Acreditação ONA III? Siga o CEON+ nas redes sociais no Instagram, Facebook e LinkedIn.
E se você quer compartilhar a sua jornada com a gente, clique neste link e preencha o formulário!




