Novidades da Asco 2023 que vão mudar as práticas clínicas contra o câncer

ASCO 2023

Novidades da Asco 2023 que vão mudar as práticas clínicas contra o câncer

A American Society of Clinical Oncology (ASCO), uma das principais organizações mundiais no campo da oncologia, realizou seu aguardado evento anual em 2023. Este encontro reúne especialistas, pesquisadores e profissionais da área para compartilhar conhecimentos, apresentar avanços científicos e discutir novas abordagens no tratamento do câncer. O evento de 2023 foi particularmente relevante pois trouxe à luz diversas inovações que prometem revolucionar as práticas clínicas contra o câncer. 

Por essa razão, destacamos algumas das principais novidades apresentadas:

Câncer de Pulmão

Uma pesquisa investigou o potencial do medicamento osimertinibe, desenvolvido pela empresa AstraZeneca, para prolongar a sobrevivência de indivíduos que passaram por cirurgia para a remoção de tumores pulmonares. Não obstante, pesquisadores do Centro Oncológico de Yale observaram que esse composto reduziu pela metade o risco de mortalidade em comparação com um placebo – uma substância inativa utilizada em estudos clínicos para fins de comparação com um medicamento ativo.

Glioma

O glioma é uma forma de câncer cerebral que afeta as células de glia, essenciais para o correto funcionamento e proteção do sistema nervoso central. Um estudo apresentou que o medicamento vorasidenibe, desenvolvido pelo laboratório Servier, reduz em 61% o risco de progressão da doença ou óbito. Além disso, o vorasidenibe diminui a necessidade de recorrer a tratamentos mais tóxicos, como quimioterapia e radioterapia, para controlar a disseminação das células cancerígenas no cérebro.

Câncer Retal

Para o câncer retal, cientistas do Centro Oncológico Memorial Sloan Kettering observaram que duas abordagens terapêuticas distintas possuem resultado similar no que diz respeito a altas taxas de sobrevivência e até mesmo cura após cinco anos do início do tratamento.

No estudo, um grupo de voluntários com esse tipo de tumor, que estava localmente avançado, mas sem metástase – ou seja, sem disseminação de células cancerosas para outras partes do corpo – foi submetido a sessões de quimioterapia e radioterapia. Enquanto isso, outra parte dos participantes, com características semelhantes ao primeiro grupo, recebeu apenas tratamento com quimioterapia.

Os pacientes que passaram por sessões de quimioterapia e radioterapia tiveram resultados semelhantes aos que receberam somente quimioterapia. Cerca de 80% dos participantes de ambos os grupos estavam vivos e livres da doença após cinco anos.

Linfoma de Hodgkin

Outra pesquisa abordou o tratamento do linfoma de Hodgkin. Especialistas do Centro Médico City of Hope, nos Estados Unidos, testaram a substituição do medicamento brentuximabe vedotina, da empresa farmacêutica Takeda, pelo nivolumabe, da Bristol Myers Squibb.

O nivolumabe é uma imunoterapia, ou seja, um tipo de medicamento que estimula o sistema imunológico do paciente a combater as células cancerosas. Resultados preliminares indicaram que 94% dos pacientes tratados com a combinação terapêutica de nivolumabe + quimioterapia permaneceram no tratamento após 12 meses. Em contraste, entre os que receberam uma combinação de brentuximabe vedotina + quimioterapia, essa taxa foi de 86%.

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