DIA DO NUTRICIONISTA- CEONABC ENTREVISTA DRA. MIRELLA TORCHIA

Nós já te contamos aqui como o acompanhamento nutricional é essencial no tratamento oncológico. No Dia do Nutricionista, entrevistamos a Dra. Mirella Torchia, do CEONABC, que reforça a importância deste trabalho com detalhes e dicas sobre a especialidade.

A nutrição vem agregar o trabalho multiprofissional da equipe oncológica, normalmente constituída por médico, enfermeiro, farmacêutico, psicólogo e nutricionista. Tudo isso para buscar minimizar os sintomas e ajudar a melhora da qualidade de vida e do tratamento do paciente com câncer.

Por que a nutrição é necessária?

 

De acordo com Mirella, a evolução da doença faz com que o indivíduo reduza a ingestão alimentar por conta dos efeitos colaterais causados pelas medicações e alterações fisiológicas. Essas alterações promovem o retardo do esvaziamento gástrico e redução do apetite, ou problemas de absorção, gerando incômodo e isolamento social.

“O Trabalho do Nutricionista em cuidados paliativos ajuda a minimizar o desconforto causado pela alimentação, prioriza o prazer pela ingestão alimentar e favorece a socialização entre pacientes e familiares durante as refeições”, afirma.

A dor é o sintoma que exerce grande impacto sobre a qualidade de vida, influenciando humor, mobilidade, sono, etc. Outros sintomas como anorexia, depressão, ansiedade, constipação, disfagia, dispneia e astenia igualmente acometem o paciente, afetando as relações sociais e profissionais. Por este motivo, o controle dos sintomas possibilita que o sujeito possa realizar o que tem vontade, proporcionando uma finitude digna e com sofrimento reduzido.

As causas da perda de apetite e dificuldade de alimentação podem ser muitas. Entre elas, a Dra. cita alterações hormonais e metabólicas causadas pelo tumor, pela quimioterapia e/ou radioterapia. A dor ao deglutir, causando feridas, mucosite e outros sintomas como náuseas e vômitos, também contribuem para a alimentação deficiente.

Soluções possíveis

Os suplementos nutricionais são outro ponto abordado por Mirella. “Eles podem ser em pó ou em sua forma líquida”, explica. “Infelizmente são caros e pouco acessíveis, não sendo vendidos em qualquer lugar”. A nutricionista do CEONABC lembra que os hipercalóricos e hiperproteicos são os mais utilizados, pois o paciente perde grande quantidade de massa magra e peso. A nutrição enteral (NE) também pode ser feita por meio de sonda nasogástrica ou percutânea.

A Dra. Torchia explana que algumas dietas podem ser orientadas para minimizar os efeitos colaterais do tratamento, como a sem resíduos. Nela são retirados os grãos. “Existe também a dieta laxativa ou obstipante, que prioriza chás e frutas cozidas ou assadas, sem casca”, comenta. “Em alguns casos retira-se a lactose”.

Conselhos da Nutricionista

Ela ainda dá dicas para a melhora do paladar. “O uso de temperos naturais como o orégano, cúrcuma e manjericão ajuda a dar sabor à comida. O limão na sua forma de sorvete auxilia a aceitação alimentar”. Mirella complementa que alimentos azedos são ótimos para estimular a produção de saliva.

Segundo Mirella, a má alimentação ao longo do tempo, com o consumo de processados e industrializados pode influenciar no surgimento de um câncer. “Dietas com grandes quantidades de farinha branca, açúcar e pobres em vitaminas também são um fator de risco”.

O CEONABC é referência no tratamento contra o câncer. Temos profissionais altamente capacitados e em constante atualização. Nosso corpo clínico preza pelo atendimento humanizado e busca, através de participações em estudos, pesquisas e simpósios, as melhores alternativas em oncologia.

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Veja entrevista do Dr. Daniel Cubero à Folha de S.Paulo

O Dr. Daniel Cubero, Médico do Centro de Oncologia do ABC (CEONABC) e Professor Assistente da Faculdade de Medicina do ABC, participou de matéria sobre efeitos colaterais no tratamentos contra o câncer e como proteger os pacientes. O artigo foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta Segunda-Feira, 24/07.

Foi discutida a importância do acompanhamento dermatológico durante o tratamento contra o câncer, que pode causar diversas lesões na pele. Dr. Daniel conta que, em certos casos,  o paciente manifesta sinais de ressecamento, queimaduras ou lesões devido ao tratamento. É preciso interrompê-lo, então, ou trocá-lo por terapias mais antigas. Elas oferecem menos efeitos colaterais, mas ao mesmo tempo não garantem uma sobrevida tão longa.

“Começamos a vivenciar situações onde os efeitos colaterais na pele eram proibitivos para a sequência de um tratamento oncológico importante para o paciente”, diz o especialista.

INTERIOR E EXTERIOR

Dr. Daniel concorda que é essencial dar atenção para as consequências sofridas na pele. Uma boa aparência reflete em um resultado mais efetivo do tratamento, melhorando a autoestima e o bem-estar. Isso dá mais motivação para o paciente seguir na luta contra a doença. “Os pacientes sentem dor por fora e por dentro”, afirma.

A Dra. Dolores Gonzalez Fabra, dermatologista e parceira do Dr. Daniel na Faculdade de Medicina do ABC, conta que a ideia de montar um serviço de dermatologia aliado ao tratamento oncológico surgiu no Brasil há 13 anos. Estudos comprovam que essa prática diminui em 82% o sofrimento dos pacientes.

O CEONABC oferece aos seus pacientes um acompanhamento completo para o tratamento contra o câncer. Com especialistas de diversas áreas, como ginecologia, mastologia, fisioterapia e nutrição, é possível realizar todo o acompanhamento e e recuperação da doença em um único local, com médicos e profissionais habilitados para lidar com a situação e em constante integração.

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